Segundo os dados de 2025 reproduzidos no relatório, 35% das PME apresentam intensidade digital baixa e 29% muito baixa. Nos níveis alto ou muito alto estão 36% das PME, face a 83% das grandes empresas.
O European E-commerce Report 2026, divulgado pela Ecommerce Europe e pela EuroCommerce, apresenta uma diferença expressiva na adoção de tecnologias e práticas digitais: 64% das PME abrangidas pelo indicador da União Europeia encontram-se nos níveis de intensidade digital baixo ou muito baixo.
O indicador reúne critérios de conectividade, competências tecnológicas, segurança informática, utilização de ferramentas digitais e vendas através de redes informáticas. Abrange empresas de vários setores da UE-27 e, no caso das PME, considera organizações com 10 a 249 pessoas, excluindo o setor financeiro. Os resultados não constituem uma avaliação exclusiva das lojas online nem permitem atribuir estas percentagens especificamente a Portugal.
Na entrevista ao European E-commerce Report 2026, Alexandre Nilo Fonseca, presidente da ACEPI — Associação da Economia Digital, destaca a integração das ferramentas como prioridade para o comércio digital.
No capítulo português, o presidente da ACEPI, destaca a necessidade de articular o investimento tecnológico com o funcionamento do negócio. “A principal prioridade não é simplesmente adotar mais ferramentas, mas integrá-las numa operação coerente de comércio digital”, afirma na entrevista.
O responsável identifica aplicações de inteligência artificial no atendimento ao cliente, nas recomendações de produtos, na otimização de campanhas e nas tarefas administrativas, assinalando desafios de qualidade dos dados e custos de integração. Nos pagamentos, sublinha também a necessidade de equilibrar inovação, custos, prevenção da fraude e complexidade operacional.
A versão pública do documento está disponível para leitura em PDF. Pode também assistir ao webinar no YouTube.
Fonte: European E-commerce Report 2026, versão Light, pp. 6, 13 e 100–101. Dados de intensidade digital: Eurostat.


